A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou, nesta segunda-feira (23), um reajuste máximo de 6,06% nos planos de saúde individuais e familiares. O índice vale para o período entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026, com aplicação retroativa para contratos que fazem aniversário em maio e junho.
A medida atinge cerca de 8,6 milhões de usuários — o equivalente a 16,4% dos consumidores de planos médico-hospitalares no país. Segundo a ANS, trata-se do menor percentual de reajuste desde 2008, quando o aumento autorizado foi de 5,48%.
O cálculo considera o crescimento das despesas assistenciais das operadoras em 2024, tanto em volume de atendimentos quanto no custo dos procedimentos. A diretora-presidente interina da ANS, Carla Soares, afirmou que o índice busca preservar o equilíbrio entre a sustentabilidade do setor e a proteção dos consumidores contra aumentos abusivos.
O reajuste poderá ser aplicado a partir do mês de aniversário de cada contrato. Para os planos que completam ciclo anual em maio ou junho, a cobrança poderá ser feita a partir de julho ou, no máximo, em agosto — incluindo valores retroativos.



