No segundo mandato como deputado estadual, Wilde Cambão (PSD) tem se consolidado como um dos nomes de maior influência na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Trabalhando para ser o parlamentar mais votado do Estado em 2026, Cambão também articula alianças estratégicas que podem colocá-lo em posição de destaque na sucessão da presidência da Casa. Sua diplomacia e bom relacionamento com colegas e lideranças políticas renderam comparações a Marco Maciel, ex-vice-presidente da República, conhecido por sua habilidade conciliadora.
A eleição de Bruno Peixoto para a presidência da Alego, conduzida em paralelo à sua própria reeleição como deputado, é vista como um modelo seguido por Cambão. Com orientação de um marqueteiro experiente, o parlamentar busca administrar sua candidatura ao terceiro mandato enquanto fortalece sua relação com Bruno, apontado como figura-chave na definição do próximo presidente do Legislativo.
Paralelamente, Wilde Cambão tem sido citado como possível vice na chapa de Daniel Vilela, atual vice-governador e provável candidato ao governo pela base aliada de Ronaldo Caiado. A origem no Entorno do Distrito Federal, maior colégio eleitoral do Estado, reforça seu peso político. Outro cenário em debate nos bastidores é a possibilidade de assumir a primeira suplência ao Senado, em eventual candidatura da primeira-dama Gracinha Caiado.
Nos bastidores, o nome do atual secretário da Governadoria, Adriano Rocha Lima, também aparece como favorito para compor a chapa majoritária, mas uma possível aposentadoria no Tribunal de Contas pode alterar o tabuleiro. Outra alternativa considerada é o prefeito de Jaraguá, Paulo Vítor Avelar, presidente da Federação Goiana de Municípios e aliado próximo do casal Caiado. Por ora, Cambão disputa espaço com o empresário Isi Quinan, que articula apoio do MDB e do atual vice-governador. O fator determinante, segundo aliados, será a aproximação do deputado com Bruno Peixoto, tratada como prioridade em sua estratégia política.



