A paralisação parcial do governo dos Estados Unidos completou 38 dias nesta sexta-feira (7), trazendo consequências diretas para o transporte aéreo. A Administração Federal de Aviação (FAA) anunciou a redução imediata de 4% nas operações dos aeroportos, em resposta à escassez de pessoal e à falta de recursos para manter o serviço de tráfego aéreo em plena capacidade.
A situação já vinha se agravando desde outubro, com atrasos frequentes e equipes trabalhando sem remuneração. A FAA estabeleceu um cronograma de cortes adicionais, prevendo reduções de até 10% até o dia 14 de novembro, caso o impasse orçamentário não seja resolvido.
Empresas aéreas foram orientadas a ajustar suas malhas de voos, resultando no cancelamento de centenas de partidas. De acordo com as normas do setor, os passageiros afetados terão direito ao reembolso das passagens, mas outros custos, como estadia, não serão cobertos, já que as companhias não são responsáveis pela decisão administrativa.
Nesta quinta-feira (6), foram registrados ao menos 25 incidentes relacionados à falta de pessoal em centros de controle, com atrasos que chegaram a três horas. A redução de operações busca evitar riscos de segurança, mas amplia os transtornos para passageiros e companhias aéreas em todo o país.



