A família de um garoto brasileiro de nove anos, ferido durante um ato de violência em uma escola de Fonte Coberta, no distrito de Viseu, iniciou uma análise sobre a atuação da instituição no dia do incidente. O menino perdeu a ponta dos dedos depois que colegas fecharam a porta do banheiro sobre sua mão, no início de novembro.
O grupo de defesa pretende examinar documentos e relatos para verificar se houve omissão de servidores da escola antes ou depois da agressão. A investigação busca determinar se algum membro da equipe pode ser responsabilizado por eventual falha de atuação.
Pela lei portuguesa, crianças menores de 12 anos não podem responder criminalmente. Porém, situações como essa podem ser encaminhadas para medidas de proteção previstas em legislações voltadas à segurança e ao desenvolvimento de menores expostos a violência.
Em nota, a Direção-Geral da Educação comunicou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso. A situação se tornou pública após a mãe da vítima divulgar nas redes sociais que o filho já enfrentava episódios repetidos de violência no ambiente escolar.



