Um estudante de medicina é apontado como responsável por solicitar que participantes do Prêmio Capes Talento Universitário memorizassem itens da prova aplicada em 2024. De acordo com documentos e relatos de alunos, ele oferecia R$ 10 por cada questão repassada, sem informar que esse conteúdo era usado como base para antecipar temas que poderiam aparecer no Enem de 2025.
Com o material recebido, o universitário produziu apostilas, cursos e transmissões ao vivo nas quais apresentava perguntas muito semelhantes às que acabaram aparecendo no exame. Em uma live feita cinco dias antes da prova, ele exibiu itens de matemática e ciências da natureza praticamente idênticos aos aplicados, o que levantou suspeitas sobre o acesso prévio ao conteúdo.
Após a divulgação do caso, o Inep anulou três questões do segundo dia do Enem por apresentarem forte similaridade com aquelas mostradas publicamente pelo estudante. O instituto acionou a Polícia Federal para investigar eventual quebra de sigilo, e afirmou que nenhuma pergunta foi apresentada exatamente como na prova, embora houvesse coincidências relevantes.
Advogados do universitário afirmam, em nota oficial, que ele está à disposição das autoridades e sustenta não ter cometido qualquer irregularidade. A investigação segue avaliando como as informações foram obtidas e de que forma foram utilizadas para produzir materiais comerciais relacionados ao Enem.



