A disputa pelas duas vagas de Goiás no Senado Federal em 2026 já movimenta o cenário político estadual. Na dianteira da corrida está a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que se fortalece com o trabalho à frente do Gabinete de Políticas Sociais e com a articulação do grupo governista. Pela direita bolsonarista, o deputado federal Gustavo Gayer (PL) desponta como principal nome, consolidado como líder entre os conservadores.
Outros postulantes tentam se posicionar na chapa governista, ainda indefinida para a segunda vaga. Gustavo Mendanha enfrenta dificuldade interna para garantir espaço, enquanto o senador Vanderlan Cardoso busca aproximação com o governo, mas pode migrar para uma composição com o PSDB. Já o deputado federal Zacarias Calil, referência internacional em cirurgias de gêmeos siameses, fortalece aproximação com o PL do pré-candidato ao Governo, Elder Morais.
No campo da esquerda, o senador Jorge Kajuru surge como possível nome apoiado pelo PT para a disputa, dado seu bom relacionamento com o governador Ronaldo Caiado. Caso Kajuru opte por não concorrer, o partido avalia lançar o deputado federal Rubens Otoni ou o procurador Iure de Castro, que articula uma candidatura dentro do segmento progressista.
O PSDB, liderado pelo ex-governador Marconi Perillo, trabalha para montar chapa competitiva e pode indicar nomes como Otávio Lage ou até Vanderlan Cardoso para o Senado. Paralelamente, dentro das articulações do Palácio das Esmeraldas com o MDB, o principal nome para vice-governador é o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, seguido por representantes do entorno do Distrito Federal e do agronegócio, como Zé Mário.



