Cinco das principais entidades de saúde do país enviaram uma carta aberta à Anvisa pedindo que versões manipuladas de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro sejam suspensas do mercado. A demanda surge um dia após a Polícia Federal apreender produtos clandestinos usados como alternativa às canetas oficiais para emagrecimento.
Segundo as entidades, essas versões manipuladas não seguem protocolos adequados de fabricação e podem conter substâncias de origem desconhecida, sem controle de esterilidade, concentração ou estabilidade. As associações reforçam que moléculas complexas, como a tirzepatida, exigem processos industriais avançados impossíveis de replicar em farmácias magistrais.
A carta também menciona que o mercado ilegal desses medicamentos se expandiu significativamente, alcançando consumidores em diferentes regiões do país. Para os especialistas, isso aumenta a probabilidade de eventos adversos sérios, incluindo intoxicações, infecções e reações graves decorrentes de produtos falsificados ou mal formulados.
As instituições afirmam que permitir a circulação desses itens coloca pacientes em risco e prejudica políticas de tratamento da obesidade. Elas defendem que apenas medicamentos regulamentados, produzidos em ambiente industrial certificado e com cadeia fria controlada, devem ser utilizados no manejo seguro da doença.



