ICMBio identifica mais casos de circovírus em ararinhas-azuis na Bahia; criadouro contesta números

O Instituto Chico Mendes informou que 20 novas ararinhas-azuis do criadouro de Curaçá, no norte da Bahia, apresentaram resultado positivo para circovírus, além das 11 que já estavam confirmadas. Com isso, a instituição contabiliza 31 aves afetadas pelo patógeno, que provoca a Doença do Bico e das Penas. O vírus não tem cura e pode ser fatal para espécies de psitacídeos.

O criadouro responsável pelo plantel, no entanto, contesta os dados. A administração afirma que apenas cinco ararinhas apresentaram detecção do circovírus em ao menos um exame e que as outras 98 aves sob seus cuidados tiveram resultados negativos. As diferenças, segundo a empresa, decorrem de métodos laboratoriais distintos utilizados nas análises.

De acordo com o ICMBio, as primeiras notificações levaram à suspensão da soltura de um novo grupo de aves prevista para este ano. A instituição também instaurou ações emergenciais para rastrear a origem do vírus e reforçar medidas de biossegurança no manejo. A separação entre animais positivos e negativos está em andamento para evitar disseminação.

Auditorias realizadas pelo ICMBio, Inema e Polícia Federal apontaram falhas sanitárias no criadouro, resultando em multas que somam cerca de R$ 2,1 milhões. A empresa responsável nega qualquer irregularidade e afirma manter protocolos rígidos de higiene, alimentação e monitoramento das ararinhas. O criadouro relata ainda que solicitou acesso integral aos laudos técnicos para contestar as autuações.

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