A Região Metropolitana de São Paulo amanheceu, nesta sexta-feira (12), com cerca de 780 mil imóveis ainda sem energia elétrica, quase dois dias após o vendaval que atingiu 24 municípios da área atendida pela Enel. O problema segue afetando a rotina da população, sobretudo em serviços urbanos dependentes de eletricidade. Nas operações aéreas, Congonhas e Guarulhos já funcionam normalmente.
A cidade de São Paulo concentra a maior parte das interrupções, ultrapassando 570 mil endereços sem fornecimento. Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes registram os maiores índices proporcionais de consumidores afetados. Segundo a Enel, rajadas superiores a 90 km/h derrubaram árvores e lançaram objetos sobre a rede elétrica, provocando danos estruturais ao sistema.
De acordo com nota publicada pela concessionária, cerca de 1,8 milhão de clientes tiveram o serviço restabelecido desde quarta-feira. A empresa afirma que novos chamados surgiram ao longo da quinta em razão da continuidade dos ventos pela manhã, elevando para 830 mil o número de consumidores ainda aguardando o retorno da energia. A distribuidora não indica previsão para a normalização total.
Entre os efeitos do apagão, a CET registrou mais de uma centena de semáforos apagados, e a prefeitura contabilizou centenas de árvores derrubadas, com parte das remoções pendente de apoio técnico da concessionária. A Sabesp relatou falhas no bombeamento de água em diferentes bairros. Moradores também relataram dificuldades no aplicativo da Enel, que apresentou prazos inconsistentes e problemas de acesso.



