O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus afirmou que a nota técnica apresentada pelo Banco Central (BC) sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master não foi acompanhada de provas documentais suficientes. A avaliação consta em despacho proferido nesta segunda-feira (5), no âmbito de um processo que tramita sob sigilo.
Na decisão, o ministro determinou que a área técnica do TCU realize uma inspeção presencial no Banco Central para analisar os documentos que embasaram a decretação da liquidação do banco, ocorrida em 18 de novembro de 2025. Jhonatan de Jesus destacou que a nota técnica se limitou à exposição de fundamentos e cronologia dos fatos, sem a apresentação do acervo documental necessário para comprovar as afirmações.
O despacho também aponta a possibilidade de reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master, a depender do resultado da inspeção. Entre os pontos a serem avaliados estão o perfil dos investidores institucionais e a situação dos ativos remanescentes da instituição, além da viabilidade de desagregação desses ativos.
O Banco Central informou ao TCU que o acesso aos documentos será feito em ambiente controlado e seguro, com observância dos sigilos bancário e empresarial. Os servidores responsáveis pela análise deverão ter suas consultas monitoradas e assinar termos de confidencialidade durante o procedimento de inspeção.



