A Polícia Civil de Goiás trabalha com a hipótese de que a corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, foi morta em um intervalo de apenas oito minutos dentro do prédio onde morava, em Caldas Novas. A informação foi confirmada pelo delegado André Luiz Barbosa, responsável pelo caso, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29).
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane entrando no elevador por volta das 18h59 do dia 17 de dezembro de 2025. Pouco depois, ela deixa o equipamento no subsolo do edifício e não volta a ser vista. Segundo a investigação, nenhuma outra pessoa foi registrada pelas câmeras no local até cerca de 19h08, o que reforça a suspeita de que o crime ocorreu nesse curto espaço de tempo.
O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso após confessar o homicídio e indicar à polícia onde havia deixado o corpo da vítima. As autoridades acreditam que ele tenha utilizado as escadas para evitar o monitoramento por câmeras e, posteriormente, usado o próprio carro para transportar o corpo até uma área de mata na região de Ipameri, onde foi localizado.
O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de tentar atrapalhar as investigações. De acordo com a polícia, ele teria fornecido um novo celular ao pai, possivelmente para ocultar provas. Ambos passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas, enquanto a Polícia Científica aguarda o resultado do laudo que irá apontar a causa da morte.



