Mesmo com foco nas eleições para deputado estadual, ao menos sete parlamentares já trabalham nos bastidores mirando também a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Embora outros nomes ainda possam surgir, há um consenso entre deputados e analistas: a sucessão no comando da Casa passa diretamente pelo atual presidente, Bruno Peixoto, considerado a principal força de decisão na escolha do próximo dirigente do Legislativo.
Entre os nomes citados está Lincoln Tejota, em seu terceiro mandato, com passagem pela vice-governadoria, visto como um candidato de peso pela experiência política acumulada. Gustavo Sebba também aparece no radar, com trânsito entre parlamentares da oposição, mas seu projeto depende diretamente do desfecho da eleição para o governo estadual. Já o coronel Adailton, alinhado à atual presidência, é apontado como um nome técnico e organizado, com perfil administrativo bem avaliado dentro da Casa.
Lineu Olímpio surge como outro nome forte. Ex-prefeito de Jaraguá por dois mandatos, ex-presidente da AGM e com passagens pelos governos federal e estadual, ele representa o MDB tradicional e conta com o apoio de um dos políticos mais influentes da atualidade em sua região: o prefeito de Jaraguá, ex-chefe de gabinete do governador Ronaldo Caiado, que tem capacidade de articulação com diferentes segmentos do Parlamento.
Paulo Vítor também aparece entre os postulantes, com bom trânsito junto ao governador Ronaldo Caiado e à primeira-dama Gracinha Caiado, além de manter relação próxima com o vice-governador Daniel Vilela. Isi Quinan, por sua vez, é citado nos corredores da Alego como um possível nome ligado diretamente ao projeto político de Daniel, ganhando espaço nas conversas internas.
Outro nome lembrado é Cambão, deputado de perfil moderado e bom relacionamento com os pares. Ele já conta com a simpatia de cerca de 11 parlamentares, número que pode crescer caso haja reeleição desse grupo. O próprio Cambão, no entanto, reconhece que qualquer projeto vitorioso passa pelo aval de Bruno Peixoto. Além disso, ele também tem a simpatia do governador Ronaldo Caiado, que desponta como pré-candidato à Presidência da República. O desafio de Cambão está no Entorno do Distrito Federal, região onde precisa se reeleger sem gerar conflitos com atuais e futuros deputados, como Josilene Mangão. Hoje, o Entorno tem seis parlamentares, número que pode chegar a oito na próxima legislatura.
Nos bastidores, a avaliação é quase unânime. Um deputado próximo ao presidente da Casa afirmou que “Bruno Peixoto faz o sucessor”. O deputado Rubens Marques reforçou a tese, dizendo não ter dúvidas de que o atual presidente será o principal fiador do próximo comando da Alego. Articulador experiente, Bruno Peixoto desponta, desde já, como a peça central da eleição da futura Mesa Diretora.



