Com Daniel Vilela consolidado como nome do grupo governista para disputar a reeleição em 2026, os bastidores da política goiana já giram em torno de uma das principais definições da chapa: quem ocupará a vaga de vice-governador. Entre lideranças políticas, empresariais, evangélicas e do agro, vários nomes aparecem no radar do grupo ligado ao ex-governador Ronaldo Caiado.
Um dos nomes mais lembrados é o de Luiz do Carmo. Ligado à Assembleia de Deus e irmão do bispo Oídes do Carmo, liderança nacional da denominação, Luiz tem forte presença política e religiosa nos 246 municípios goianos. Ex-deputado estadual e ex-senador na vaga de Caiado, ele é visto como um nome capaz de ampliar a força do grupo no segmento evangélico e no interior do estado.
Outro nome citado é o empresário Júnior Friboi, ligado à JBS, maior companhia de proteína animal do mundo. Com forte influência no meio empresarial e grande capacidade de articulação econômica, Friboi reaparece no cenário político como um nome que poderia agregar estrutura e apoio financeiro ao projeto governista, especialmente junto a candidatos proporcionais e setores produtivos.
Também aparece entre os cotados o ex-prefeito Gustavo Mendanha. Eleito e reeleito com alta aprovação em Aparecida de Goiânia, Gustavo mantém capital político relevante na Região Metropolitana e no meio evangélico. Apesar disso, analistas avaliam que sua proximidade histórica com o grupo de Daniel Vilela e a ligação política da prefeitura aparecidense com aliados do MDB podem influenciar no cálculo político sobre sua viabilidade como vice.
No agro, o nome de José Mário Schreiner também ganha força. Ex-deputado federal, ex-secretário de Estado e uma das principais lideranças do setor rural no país, Schreiner possui forte trânsito entre prefeitos e produtores rurais, além da confiança direta de Caiado. Sua eventual entrada na chapa fortaleceria ainda mais o elo do governo com o agronegócio.
Entre deputados estaduais e prefeitos, porém, cresce a percepção de que Bruno Peixoto desponta como um dos nomes politicamente mais fortes para compor a chapa. Presidente da Assembleia Legislativa, Bruno construiu ampla articulação entre diferentes correntes políticas, do PT ao PL, e foi eleito e reeleito por unanimidade para comandar a Casa. Aliados apontam sua capacidade de diálogo, presença constante no interior e força junto aos prefeitos e vereadores como diferenciais no atual cenário político goiano.



