A Voepass afirmou nesta sexta-feira (24) que sempre operou seguindo padrões internacionais de segurança e que a tripulação do voo 2283 era experiente e devidamente certificada. A manifestação foi divulgada um dia após o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apresentar o relatório final sobre a queda da aeronave em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, que deixou 62 mortos.
Em nota, a companhia classificou a tragédia como “o episódio mais difícil da história da Voepass” e afirmou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação. A empresa destacou que possui certificação IOSA, da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), desde 2012, e ressaltou que nunca havia registrado um acidente semelhante em mais de três décadas de operação.
A empresa também informou que os pilotos acumulavam mais de 5 mil horas de voo, haviam recebido treinamentos técnicos e estavam com todas as certificações e exames médicos em dia. Segundo a Voepass, a atuação da companhia sempre esteve alinhada aos protocolos internacionais de segurança.
O relatório do Cenipa concluiu que o acúmulo severo de gelo nas asas provocou a queda da aeronave, mas apontou que o acidente foi resultado de uma sequência de falhas operacionais e organizacionais. Entre elas estão problemas recorrentes no sistema de degelo, falhas de manutenção, alertas ignorados durante o voo e deficiências nos processos internos da empresa.


