As ações da Azul registraram forte queda nesta quinta-feira (8), com desvalorização superior a 70% em um único pregão. No acumulado recente, os papéis já perderam cerca de 90% do valor ao longo do ano, movimento que chamou a atenção do mercado financeiro.
A baixa não está ligada a problemas operacionais da companhia, mas a uma etapa do processo de recuperação judicial. Parte das dívidas da empresa está sendo convertida em ações, o que transforma credores em acionistas e elimina o pagamento de juros sobre esses valores.
Para viabilizar a operação, a Azul realizou uma emissão bilionária de ações ordinárias e preferenciais, ampliando de forma expressiva a quantidade de papéis em circulação. Com o aumento da oferta, o preço individual das ações sofreu forte ajuste para baixo.
A estratégia busca reduzir o endividamento e reorganizar a estrutura financeira da companhia. O plano faz parte do processo de recuperação aprovado pela Justiça dos Estados Unidos, dentro do chamado Chapter 11, mecanismo utilizado para reestruturação de empresas em dificuldades financeiras.



