A Malásia anunciou nesta quarta-feira que reiniciará, no fim de dezembro, as buscas pelo voo MH370, desaparecido em 2014 durante a rota entre Kuala Lumpur e Pequim. O episódio permanece como um dos maiores enigmas da aviação moderna, envolvendo 239 pessoas que nunca tiveram seu paradeiro esclarecido.
A nova fase contará novamente com a Ocean Infinity, empresa contratada para operar equipamentos de alta profundidade no sul do oceano Índico. Segundo o Ministério dos Transportes, uma região específica será mapeada ao longo de 55 dias, embora o governo não tenha revelado o local exato da exploração.
As autoridades mantiveram o acordo de remuneração condicionado ao sucesso: a empresa só receberá o pagamento integral caso encontre fragmentos expressivos da fuselagem. Relatórios anteriores já indicavam que o trajeto da aeronave pode ter sido alterado deliberadamente, hipótese que segue sem comprovação por falta de evidências diretas.
Enquanto isso, parentes das vítimas continuam a pressionar por responsabilização da Malaysia Airlines, da Boeing e de empresas envolvidas na operação do avião. Muitos afirmam que só considerarão o caso encerrado quando os destroços forem localizados e o destino do voo puder ser confirmado.



