A mulher detida pelo assassinato da enteada na Cidade Estrutural acumulava um histórico de violência. Antes de enforcar a menina de 7 anos, Iraci Bezerra dos Santos Cruz já era suspeita de matar o ex-companheiro no Pará dois anos antes. Na ocasião, ela relatou aos antigos patrões que cometeu o crime após sofrer repetidas agressões.
O casal trabalhava em uma fazenda na zona rural de Altamira. Após atingir Marcos Gomes com um disparo, Iraci queimou o corpo e parte da arma usada no crime, deixando para trás pertences pessoais. Ela entrou em contato com a proprietária do local para informar o ocorrido. Testemunhas confirmaram à polícia que o homem agredia a companheira com frequência.
Embora a Justiça tenha determinado sua prisão pelo homicídio ocorrido em 2023, o mandado só foi cumprido quando Iraci se apresentou à polícia após matar a enteada, na última semana. Segundo a apuração inicial, a criança foi encontrada pendurada por um cinto dentro da residência, e a própria autora confessou o ato ao chegar à delegacia.
O caso é investigado como homicídio qualificado. A Polícia Civil do DF apura o histórico familiar e possíveis episódios anteriores de violência. Com a prisão da suspeita, o processo referente à morte do ex-companheiro também seguirá em andamento por meio de carta precatória enviada pela Justiça do Pará.



