O bar Ministrão, localizado na Alameda Lorena, nos Jardins, foi interditado pela Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (30) após suspeita de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, que deixou uma mulher de 43 anos cega. A ação contou com apoio das vigilâncias sanitárias municipal e estadual, do Procon e da Polícia Civil, e foi a primeira interdição de uma operação que investiga a venda de bebidas adulteradas na capital.
Além do Ministrão, outros três estabelecimentos foram fechados preventivamente: o bar Torres, na Mooca; um local na Vila Mariana; e outro em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ao todo, 112 garrafas de vodca foram recolhidas em diferentes pontos da cidade e serão analisadas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, informou que todos os locais suspeitos de comercializar bebidas adulteradas serão interditados enquanto durarem as investigações, garantindo a segurança da população. Até o momento, a Secretaria de Saúde contabiliza 22 casos de intoxicação, entre suspeitos e confirmados, e cinco mortes relacionadas ao consumo de produtos adulterados.
O metanol é altamente tóxico e pode causar cegueira permanente ou até morte. Os sintomas incluem tontura, náuseas, vômitos, visão turva e convulsões. Autoridades orientam a população a consumir apenas bebidas de procedência comprovada, com selo fiscal e lacre de segurança. Em operações recentes, mais de 800 garrafas suspeitas e 15 milhões de selos fraudulentos foram apreendidos, e dois suspeitos foram presos nesta terça-feira.



