Um centro espírita localizado em Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul, foi fechado pela Polícia Civil após denúncias de que realizava cirurgias clandestinas transmitidas online. O responsável, identificado como médium, praticava procedimentos invasivos em fiéis, mesmo sem qualquer habilitação médica.
Segundo a polícia, o homem fazia cortes e suturas durante as supostas “cirurgias espirituais”, expondo os participantes a risco de infecção e complicações graves. As investigações apontam que os atendimentos ocorriam em condições insalubres e sem autorização dos órgãos de saúde.
Durante a ação, agentes recolheram instrumentos cirúrgicos, remédios e materiais utilizados nas transmissões. As gravações eram compartilhadas nas redes sociais para atrair novos seguidores e pacientes. Após a operação, a Justiça determinou que o suspeito está proibido de exercer qualquer tipo de atividade semelhante.
O caso é investigado pelos crimes de curandeirismo e exercício ilegal da medicina. A polícia também apura se houve cobrança financeira pelos atendimentos, o que poderia configurar estelionato. O material apreendido passará por perícia.



