Um tribunal da China condenou à morte 11 integrantes da família Ming, acusados de comandar centros de fraude em Mianmar, próximos à fronteira chinesa. Ao todo, 39 pessoas ligadas à família receberam sentenças que variam entre prisão e pena de morte com suspensão.
A família controlava operações ilegais de cassinos, tráfico de drogas, prostituição e fraudes em telecomunicações desde 2015. Estima-se que as atividades tenham movimentado mais de 10 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 7,4 bilhões) e causado diversas mortes entre trabalhadores forçados nos centros de golpe.
Organizações internacionais apontam que os complexos da família operavam como “ciberescravos”, obrigando milhares de estrangeiros a participar de fraudes digitais em larga escala, afetando vítimas em vários países.
Nos últimos anos, ofensivas de grupos insurgentes na região enfraqueceram o poder da família Ming. A China recebeu parte dos membros capturados e reforça sua postura de combate a esquemas de fraude em fronteiras, enquanto operações semelhantes continuam em países como Camboja e em áreas remanescentes de Mianmar.



