João Ferreira da Silva, condenado por estuprar e matar o menino Bruno Aparecido dos Santos, de 9 anos, em 2005, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira (10/12) em Sinop (MT). Ele havia sido solto no dia anterior, após cumprir parte da pena de 42 anos pelo homicídio e abuso da criança, além de uma segunda condenação de 10 anos por atentado violento ao pudor. A execução ocorreu por volta das 6h50, na Avenida Colonizador Ênio Pipino, em frente a um hotel no bairro Santa Mônica. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas João morreu no local.
Câmeras de segurança dos comércios da região registraram toda a ação. As imagens mostram dois suspeitos circulando pelo hotel. Um deles entra na recepção, observa o ambiente e sai. Minutos depois, João aparece deixando o hotel.
Do lado de fora, ele é abordado por outro homem armado, que o rende, confere algo — possivelmente a identidade da vítima, segundo a Polícia Civil — e dispara várias vezes. Os dois suspeitos fugiram logo após os tiros. Peritos encontraram pelo menos três cápsulas no chão.
Equipes da Polícia Civil e da Politec fizeram a perícia no local. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia, mas João já havia sido reconhecido pelas autoridades. Em outubro de 2005, João atraiu o menino Bruno para uma casa em construção no bairro Nossa Senhora Aparecida. O garoto foi violentado, agredido e morto. O corpo foi enterrado em uma cova rasa; suas roupas estavam guardadas em uma sacola ao lado.
A investigação começou quando João tentou abusar de outro menino, de 12 anos, em uma construção próxima. No local, a polícia encontrou bolinhas de gude da vítima e objetos com sangue. João confessou o crime e indicou onde havia enterrado o corpo. A brutalidade do caso provocou revolta na população: cerca de 500 pessoas tentaram invadir a delegacia para linchá-lo. Ele acabou transferido para Cuiabá e, posteriormente, recapturado após fugir.
A Polícia Civil investiga se o assassinato tem relação direta com os crimes cometidos por João. A suspeita inicial é de execução planejada, devido à forma como os autores agiram. A corporação tenta identificar os dois envolvidos e entender a motivação do crime.



