A recente aproximação entre a deputada estadual Dra. Zeli e a deputada federal Lêda Borges tem sido alvo de interpretações diversas no cenário político do Entorno. Enquanto parte da imprensa aponta o movimento como sinal de ruptura e desgaste interno, aliados próximos à parlamentar defendem que a narrativa não corresponde à realidade e que há interesses ocultos por trás das críticas.
Nos bastidores, o que se observa é uma disputa de espaço político. O ex-prefeito de Valparaíso e atual secretário do Entorno, Pabio Mossoró, que integra o mesmo grupo de Zeli e do prefeito Marcos Vinícius, sempre dizia que a deputada era a candidata natural à reeleição, por estar no mandato e ter o direito de disputar novamente. Entretanto, por trás desse discurso público, articulava com vereadores e lideranças regionais para desconstruir a candidatura de Zeli. Pelo que se comenta, todos sabiam das intenções de Mossoró — menos a própria deputada.
Vale lembrar que Lêda Borges foi responsável pela eleição de Mossoró à prefeitura de Valparaíso, mas acabou traída politicamente e forçada a sobreviver na oposição. Hoje, ao se reaproximar de Zeli, Lêda utiliza uma estratégia clara: demonstra que a deputada estadual tem valor, opções e não está isolada. Zeli, por sua vez, recebe os gestos com cordialidade, mas permanece firme e honesta com seu grupo, reforçando que não há intenção de rompimento de sua parte.
Para analistas, o episódio revela mais sobre a disputa interna do que sobre uma suposta infidelidade política da deputada. A aproximação com Lêda pode ser lida como estratégia de fortalecimento, mas não necessariamente como ruptura. O risco de desgaste existe, mas a responsabilidade por eventual afastamento recairia sobre Mossoró e seus aliados, caso insistam em minar a candidatura de Zeli.
Em um cenário competitivo, gestos políticos ganham múltiplas interpretações. O que se pode afirmar é que Dra. Zeli segue atuando com transparência e lealdade, enquanto enfrenta pressões típicas da política regional. O futuro de sua trajetória dependerá menos da aproximação com Lêda Borges e mais da capacidade de seu grupo em administrar divergências internas sem transformar aliados em adversários.



