Luís Francisco Caselli, morto a tiros dentro de um carro blindado na zona Leste de São Paulo, era conhecido das autoridades e reunia cerca de 20 registros por estelionato. Ele também respondia a investigações por se apresentar como delegado da Polícia Federal com o objetivo de intimidar agentes públicos e empresários.
A execução ocorreu na Rua Luís dos Santos Cabral, quando dois suspeitos em uma moto se aproximaram do veículo e realizaram ao menos três disparos. Um dos criminosos ainda desceu do veículo e retirou um objeto preso à parte inferior do carro, posteriormente identificado como um rastreador. Para a polícia, a dinâmica reforça a tese de crime premeditado.
Caselli havia sido preso na Operação Alcmeon, deflagrada em 2017, acusado de integrar uma organização criminosa responsável por extorsões e pressões ilegais. Segundo o Ministério Público Federal, ele simulava ser delegado da PF, alegava conduzir investigações e ameaçava prefeitos e servidores com supostos dossiês comprometedores.
O lobista chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital Municipal de Tatuapé. A investigação está sob responsabilidade do 30º Distrito Policial, que recolheu o celular da vítima e tenta identificar os envolvidos no ataque.



