Um auxiliar de montagem preso por engano em Goiás conseguiu ser libertado após um colega de cela comunicar a situação à advogada Déborah Carolina Silva. O trabalhador ficou 14 dias detido na penitenciária de Aparecida de Goiânia por causa de um erro no mandado de prisão.
Segundo a defesa, o documento expedido pela Justiça de Minas Gerais trazia o nome do jovem, mas com dados incompatíveis com o verdadeiro suspeito, como o nome da mãe e o CPF. Ainda assim, ele foi abordado e preso por policiais militares na rodoviária de Goiânia.
O auxiliar afirmou desde o início que se tratava de um engano, mas não conseguiu contato imediato com a família. Ele chegou a passar por audiência de custódia, sem que o erro fosse identificado naquele momento.
A situação só começou a mudar quando um colega de cela, que já era cliente da advogada, decidiu relatar o caso e forneceu o contato da mãe do jovem. Inicialmente, ela acreditou que a ligação fosse um golpe, mas depois confirmou a identidade do filho.
Após ser acionada, a advogada comunicou o erro à Justiça mineira, que reconheceu a falha no mandado e determinou a soltura imediata do jovem, apontando constrangimento ilegal.
O caso levanta questionamentos sobre falhas no sistema judicial, já que o erro passou por diferentes etapas sem ser corrigido, desde a emissão do mandado até a audiência de custódia.



