Com a decisão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto, de disputar uma vaga na Câmara Federal, novas articulações pela vice de Daniel Vilela começaram a ganhar força. Para lideranças políticas de Goiás, Bruno era o nome quase unânime para compor a chapa majoritária, e sua saída abriu espaço para movimentações intensas nos bastidores.
No entorno do Distrito Federal, dois nomes despontam com apoio crescente: o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, citado por diversas lideranças da região, e o deputado Wilde Cambão, considerado homem de confiança do governador Ronaldo Caiado e do próprio Bruno Peixoto. Cambão é visto como um nome capaz de unificar entorno sul e norte pela postura diplomática e pode, inclusive, receber o apoio do próprio Sorgatto.
Entre os evangélicos, o ex-senador e ex-deputado Luiz do Carmo, irmão do bispo Oídes do Carmo da Assembleia de Deus Madureira, surge como alternativa após análises qualitativas que estão sendo avaliadas pelo núcleo governista. Já no setor do agronegócio, o ex-deputado federal José Mário, presidente da FAEG, aparece como possível contraponto ao avanço do grupo bolsonarista na área, especialmente diante da eventual candidatura do senador Wilder Morais.
O governador Ronaldo Caiado, considerado o principal fiador político da candidatura de Daniel Vilela, deve ser o responsável por definir o nome do vice. Especialistas em política goiana afirmam que Caiado costuma bater o martelo antes de abril, para colocar a chapa – governador e vice – na estrada com antecedência estratégica.



