Orientações internas utilizadas na correção da redação do Enem 2025 revelam ajustes na forma de aplicação dos critérios oficiais, segundo documentos e relatos de corretores. As mudanças, não divulgadas previamente aos candidatos, teriam contribuído para a redução inesperada das notas de muitos participantes em relação a edições anteriores do exame.
Entre os pontos alterados está a análise da progressão textual. A avaliação deixou de seguir parâmetros quantitativos e passou a depender de classificações mais subjetivas sobre o uso de conectivos, o que resultou em interpretações distintas entre corretores e maior variação nas notas atribuídas.
Houve ainda endurecimento na penalização de textos que apresentaram falhas na proposta de intervenção. Uma orientação específica determinou desconto mais severo quando o elemento “ação” não estivesse claramente definido, mesmo que os demais itens exigidos estivessem presentes na conclusão do texto.
Além disso, referências socioculturais consideradas genéricas passaram a impactar mais de uma competência na correção, ampliando o efeito negativo sobre a pontuação final. O Inep reiterou que os critérios não foram alterados e que o modelo de correção manteve o mesmo padrão, com dupla avaliação e revisão em casos de divergência.



