A China passará a limitar a importação de carne bovina por meio de cotas anuais e da cobrança de tarifas adicionais. A decisão faz parte de uma política de salvaguardas voltada à proteção dos produtores nacionais e entra em vigor no início de 2026.
Dentro do volume autorizado, as importações serão taxadas em 12%. Caso o limite seja ultrapassado, a alíquota aplicada sobe para 55%. O teto definido para o primeiro ano é de 2,7 milhões de toneladas, próximo ao volume registrado em anos recentes, mas inferior às compras realizadas em 2025.
O Brasil continuará como principal exportador para o mercado chinês, com a maior fatia da cota inicial. Ainda assim, o limite imposto representa uma redução em relação ao total embarcado pelo país neste ano, o que pode exigir redirecionamento de parte da produção para outros mercados.
O governo brasileiro informou que acompanha a medida e avalia alternativas diplomáticas e comerciais. Representantes do setor veem risco de impacto na receita das exportações e defendem diálogo com as autoridades chinesas para reavaliar a distribuição das cotas entre os países fornecedores.



