Relatório do Ministério da Previdência Social aponta que 18 fundos de pensão vinculados a estados e municípios investiram R$ 1,86 bilhão em títulos emitidos pelo Banco Master. A instituição teve a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central e, com isso, todas as obrigações passaram a ser tratadas como vencidas, sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para esse tipo de aplicação.
Os títulos adquiridos pelos fundos são letras financeiras emitidas pela instituição a partir de 2023, que ao final de 2024 acumulavam captação superior a R$ 2 bilhões. Com a liquidação, o banco teve suas atividades encerradas e um gestor nomeado pelo Banco Central passou a administrar a venda de bens e o pagamento dos credores, seguindo a ordem legal de prioridades.
Os valores investidos pelos fundos entram na categoria de créditos não garantidos, que só são pagos após o atendimento de obrigações trabalhistas, dívidas com garantia real e tributos. Dependendo da disponibilidade de recursos, a recuperação pode ser total, parcial ou inexistente, conforme a liquidez dos ativos da instituição.
O Ministério da Previdência afirmou que divulga documentos técnicos com diretrizes sobre a avaliação de risco e o processo de decisão dos investimentos dos regimes próprios. A pasta também realiza auditorias regulares e compartilha informações com órgãos de controle quando identifica situações que exigem apuração adicional.



