O governo russo anunciou nesta terça-feira (2) que não aceitará os ajustes sugeridos por países europeus ao plano de cessar-fogo elaborado pelos Estados Unidos. Segundo o Kremlin, os pontos adicionados por europeus e ucranianos não atendem aos interesses de Moscou. Na mesma ocasião, Vladimir Putin declarou que o país está preparado para enfrentar um eventual conflito com nações do continente.
O posicionamento acontece enquanto a União Europeia eleva o nível de alerta militar e debate medidas para responder à crescente tensão com a Rússia. Autoridades da Otan têm citado a possibilidade de ações preventivas, o que motivou reação imediata do governo russo e ampliou o clima de instabilidade na região.
Durante reunião em Moscou com representante norte-americano, Putin recebeu a versão atualizada do plano de paz, mas reiterou que considera algumas propostas inviáveis. O presidente ressaltou que a Rússia continuará negociando, porém advertiu que, diante de impasses, poderá expandir ações militares. Moscou também informou que suas forças avançaram em áreas estratégicas no leste da Ucrânia, o que Kiev contesta.
As regiões de Pokrovsk e Vovchansk seguem no centro dos combates, com relatos divergentes sobre o controle territorial. O avanço russo nessas localidades é visto como estratégico por especialistas, pois pode comprometer linhas de abastecimento ucranianas e permitir novos movimentos militares. A disputa ocorre enquanto novas tentativas diplomáticas são discutidas para tentar interromper um conflito que já dura quase quatro anos.



