O samba perdeu um de seus maiores mestres nesta sexta-feira (8). Arlindo Cruz, cantor, compositor e multi-instrumentista que marcou gerações, morreu no Rio de Janeiro, aos 66 anos, no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste. Ele enfrentava complicações de saúde desde 2017, quando sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico que o deixou com sequelas graves.
A notícia foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz, que divulgou nota de pesar em nome da família e da equipe do artista. “Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria. Sua voz e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões”, diz o comunicado, que também agradece o carinho do público e exalta o legado deixado.
Nascido no Rio em 14 de setembro de 1958, Arlindo Domingos da Cruz Filho ganhou o primeiro cavaquinho aos sete anos e, ainda criança, já tocava de ouvido. Dono de composições que se tornaram hinos do gênero, foi chamado por parceiros e fãs de “sambista perfeito”, apelido que deu nome à sua biografia lançada em 2024. Além de cantar, dominava instrumentos como o cavaquinho, o banjo e o violão, que aprendeu com o irmão Acyr Marques.
Com formação em teoria musical e violão clássico, Arlindo iniciou a carreira profissional em rodas de samba e teve como padrinho o lendário Candeia. Ao longo de décadas, construiu uma obra que uniu poesia, melodia e a alma do samba, tornando-se referência incontornável da música popular brasileira. Sua partida deixa uma lacuna irreparável, mas sua arte seguirá ecoando pelas gerações futuras.



