Na política, os sinais costumam falar mais alto que os discursos, e movimentos recentes no cenário goiano têm chamado a atenção de analistas. Um post publicado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Bruno Peixoto, durante uma partida de futebol em Jataí — cidade natal do vice-governador Daniel Vilela e do ex-governador Maguito Vilela — foi interpretado como mais um gesto simbólico em meio às articulações para 2026.
O registro feito nas redes sociais se soma a uma série de fatos que vêm movimentando o tabuleiro político no estado. Entre eles, o fortalecimento de Bruno Peixoto no comando partidário, o lançamento de seu irmão, Welington Peixoto, como pré-candidato a deputado federal, e um vídeo que circulou amplamente, no qual o vice-governador Daniel Vilela beija a cabeça do vereador Tião Peixoto, pai de Bruno, ao receber um convite para seu aniversário — gesto lido nos bastidores como sinal de proximidade política e pessoal.
Outro elemento que reforça as especulações é a postura adotada pelo governador Ronaldo Caiado, que, segundo reportagens publicadas na semana passada, deixou para o mês de junho a definição sobre o nome do vice na chapa governista, evitando citar possíveis candidatos. O silêncio estratégico abriu espaço para leituras e articulações nos bastidores da base aliada.
Diante desse conjunto de sinais, cresce entre lideranças e observadores a hipótese de uma chapa majoritária formada por Daniel Vilela para governador e Bruno Peixoto como vice em 2026. Caso esse projeto avance, ele já nasceria com força significativa: a estimativa é de apoio de cerca de 30 deputados estaduais na Assembleia Legislativa, o que daria musculatura política relevante à composição.



