A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) foi palco de um intenso debate nesta terça-feira (23) sobre o projeto do Governo do Estado que altera normas dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A principal reivindicação dos militares da reserva, que acompanharam a sessão das galerias, é a extensão aos veteranos dos benefícios previstos na proposta, especialmente relacionados ao auxílio destinado aos profissionais da ativa.
Parlamentares da oposição e também integrantes da base governista manifestaram preocupação com a situação dos aposentados da segurança pública. Deputados como Bia de Lima (PT), Eliel Júnior (Solidariedade), Major Araújo (PL), Antônio Gomide (PT) e Ricardo Quirino (Republicanos) defenderam a manutenção da paridade entre ativos e inativos e cobraram maior valorização dos veteranos das corporações.
O projeto, encaminhado pelo governador Daniel Vilela (MDB), promove mudanças na organização dos quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e já recebeu aprovação preliminar em Plenário. A proposta seguirá agora para análise da Comissão Mista, onde deverá continuar sendo discutida pelas categorias envolvidas e pelos parlamentares.
Durante a sessão, Ricardo Quirino afirmou que votará contra a matéria caso ela não contemple os militares aposentados. Já Major Araújo criticou a criação de benefícios exclusivos para servidores da ativa, alegando que a medida rompe uma política de paridade que, segundo ele, é mantida há quase duas décadas em Goiás.
Além do debate sobre a segurança pública, os deputados aprovaram em primeira votação um projeto do Executivo que autoriza a criação de fundos de investimentos imobiliários com imóveis pertencentes ao Estado. A sessão foi conduzida pelo líder do Governo, Talles Barreto (UB), e encerrada pelo presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB).

