Mensagens de áudio e trocas de conversas entre babás de Leo, filho de Murilo Huff e da cantora Marília Mendonça, foram fundamentais para a decisão da Justiça de conceder a guarda provisória do menino ao pai. O conteúdo dos áudios, revelado pelo jornal Extra, indica que a avó materna, Dona Ruth, com quem a criança morava, teria ocultado informações médicas importantes, além de orientar as funcionárias a esconderem laudos e remédios do cantor sertanejo.
Segundo a decisão da 2ª Vara de Família da Comarca de Goiânia, houve indícios de alienação parental e negligência na condução dos cuidados com Leo, que é portador de diabetes tipo 1. A sentença apontou que a avó vinha adotando uma postura de bloqueio sistemático de informações médicas e instruía as cuidadoras a não informarem Murilo sobre sintomas, medicações e tratamentos clínicos do menino.
Diante das evidências, o juiz entendeu que havia um comprometimento da guarda compartilhada, e que o pai deveria assumir, de forma provisória, a guarda unilateral da criança. Dona Ruth, segundo a sentença, poderá visitar o neto quinzenalmente. Entre as frases atribuídas a ela nos áudios, estão ordens como: “Esconde o remédio” e “Não fala pro Murilo que ele tá tomando antibiótico”, o que foi considerado um grave rompimento dos deveres de cooperação parental.
A defesa de Dona Ruth, por sua vez, nega qualquer negligência e afirma que ela sempre cuidou do neto com dedicação e acompanhamento médico. Os advogados da avó alegam que a decisão é provisória e que pretendem apresentar provas que demonstram seu papel fundamental na criação e estabilidade emocional do menino. A defesa reforça que, ao longo do processo, a avó buscará reverter a decisão judicial.



