Menos de 24 horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo entre Israel e Irã, a trégua já está comprometida. Nesta terça-feira (24), Trump acusou os dois países de violarem o acordo e declarou estar “particularmente desapontado” com Israel, que teria retomado os bombardeios pouco após o início da pausa.
“Assim que fechamos o acordo, eles saíram e jogaram um monte de bombas”, declarou o presidente americano, antes da cúpula da OTAN na Holanda. O republicano também publicou mensagens em tom de apelo: “ISRAEL não vai atacar o Irã. Todos os aviões darão meia-volta e voltarão para casa.” Apesar disso, Israel sustenta que o Irã quebrou o acordo ao lançar mísseis durante a madrugada.
As Forças de Defesa de Israel alegam que interceptaram vários mísseis iranianos, mas ao menos cinco atingiram Beer Sheba, matando civis. O Irã nega qualquer ataque e afirmou que está cumprindo rigorosamente o pacto. Em resposta às declarações israelenses, o Conselho de Segurança Nacional do Irã alertou que qualquer nova agressão “será respondida com firmeza e sem hesitação”.
Antes do colapso da trégua, Trump havia dito que a “Guerra de 12 dias” estava oficialmente perto do fim, e que ambos os lados deveriam “agir com respeito” durante o cessar-fogo. Com as novas trocas de acusações e ataques, o cenário volta a ser de incerteza e tensão militar. Na economia, o impacto foi imediato: o petróleo, que havia caído 7% com a expectativa de paz, voltou a subir.



