Os Estados Unidos confirmaram nesta quinta-feira (9) um acordo de swap cambial no valor de US$ 20 bilhões com o Banco Central da Argentina, em medida que visa reforçar a liquidez e a estabilidade da economia do país sul-americano. A iniciativa ocorreu após encontro entre o presidente argentino, Javier Milei, e Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, e representa a primeira intervenção americana no mercado de câmbio argentino.
O acordo permitirá que os EUA comprem pesos argentinos temporariamente, garantindo reservas em moeda estrangeira e apoiando o Banco Central na manutenção da estabilidade cambial. Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a medida inclui supervisão contínua dos mercados e deverá ajudar o país a lidar com a desvalorização da moeda e reservas internacionais reduzidas.
A Argentina enfrenta forte turbulência econômica, refletida na queda de índices acionários, desvalorização do peso e volatilidade no mercado de títulos. A situação se agravou após a derrota de Milei nas eleições legislativas de Buenos Aires e denúncias de corrupção envolvendo familiares próximos ao governo. Após o anúncio do apoio americano, o S&P Merval subiu 5,8% e o dólar apresentou leve recuo frente ao peso argentino, cotado a 1.421,44.
Além do swap, o Banco Mundial acelerou um pacote de US$ 12 bilhões em apoio à Argentina, com até US$ 4 bilhões a serem liberados nos próximos meses por meio de financiamento público e investimentos privados. O banco destacou que os recursos serão direcionados a setores estratégicos, como mineração, turismo, energia e pequenas e médias empresas, com o objetivo de impulsionar a competitividade e o crescimento de longo prazo. Milei também deve se reunir com Trump na próxima semana durante encontros do FMI e do Banco Mundial, reforçando a parceria econômica entre os dois países.



