O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva em 18 de setembro e publicada no Diário Oficial da União. Segundo o ato, a penalidade ocorreu pelo cometimento de infração disciplinar de abandono de cargo.
O processo administrativo disciplinar apontou que Eduardo faltou ao serviço injustificadamente por período superior a 30 dias consecutivos. Ele estava afastado das funções na PF para exercer o mandato de deputado federal, mas perdeu o cargo na Câmara em dezembro de 2025 por excesso de faltas nas sessões deliberativas. Após a cassação, deveria retornar à Polícia Federal.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde 2025 e havia afirmado que a mudança para o país ocorreu para evitar o que classificava como perseguição política e jurídica no Brasil. A conclusão do processo administrativo pela Polícia Federal ocorreu em julho deste ano, cabendo ao Ministério da Justiça formalizar a decisão final sobre a demissão.
A demissão ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitar, por unanimidade, um recurso apresentado pela defesa de Eduardo contra sua condenação no processo relacionado à tentativa de interferência no julgamento da trama golpista envolvendo seu pai, Jair Bolsonaro. Segundo as informações apresentadas no caso, Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão e recebeu também uma determinação de inelegibilidade por 12 anos.



