O governo do Peru decretou estado de emergência por 30 dias em Lima, capital do país, como medida para conter o avanço da criminalidade. A decisão foi anunciada pelo presidente interino José Jerí nesta terça-feira (21) e entrou em vigor à meia-noite, horário local. A ação ocorre em meio a uma escalada de violência e manifestações que vêm tomando as ruas da cidade.
O decreto foi publicado poucos dias após a morte do rapper Trvko, que foi atingido por um disparo durante um confronto com a polícia em um protesto contra a insegurança. As manifestações, convocadas principalmente por jovens, têm cobrado do governo medidas efetivas para combater o crime e exigido mudanças políticas, incluindo o fechamento do Congresso e a convocação de uma nova Assembleia Constituinte.
Jerí assumiu o comando do país após o impeachment da ex-presidente Dina Boluarte, afastada por acusações de corrupção e “incapacidade moral”. Desde então, o novo governo enfrenta resistência popular, especialmente da chamada “geração Z”, que tem liderado os protestos contra a corrupção e a violência urbana. As manifestações também refletem a insatisfação crescente com a instabilidade política que o Peru vive há quase uma década.
Durante os confrontos, dezenas de pessoas ficaram feridas e outras foram presas. Em pronunciamentos oficiais, o presidente defendeu a necessidade da intervenção para restaurar a ordem pública e afirmou que o combate às gangues criminosas será uma prioridade de sua gestão. As próximas eleições no país estão marcadas para abril de 2026.



