Goiás registrou receita total líquida de R$ 16,33 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, com as receitas superando em R$ 710 milhões as despesas liquidadas no período. Os números foram apresentados pela secretária de Estado da Economia, Renata Lacerda Noleto, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (26) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Na prestação de contas, a Secretaria da Economia também apresentou os investimentos nas áreas sociais. A saúde recebeu o equivalente a 15,89% das receitas consideradas para o cálculo constitucional, acima do mínimo obrigatório de 12%. Na educação, o índice chegou a 22,98%, aproximando-se do mínimo anual de 25%, cujo cumprimento definitivo é verificado ao encerramento do exercício financeiro.
Os indicadores de endividamento também permaneceram dentro dos limites legais. A relação entre dívida consolidada líquida e receita corrente líquida ficou em 32,48%, enquanto o limite estabelecido é de 200%. A receita corrente líquida acumulada nos últimos 12 meses alcançou R$ 46,18 bilhões. Entre as maiores despesas aparecem Previdência Social, com R$ 3,26 bilhões; educação, com R$ 2,72 bilhões; saúde, com R$ 2,16 bilhões; e segurança pública, com R$ 1,68 bilhão.
Ao abordar o endividamento, Renata Noleto afirmou que a dívida consolidada passou de R$ 19,6 bilhões em 2018 para R$ 28,5 bilhões atualmente, crescimento nominal de 45%, mas queda real de 2%. Segundo a secretária, a dívida com a União aumentou em razão do refinanciamento relacionado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). A apresentação foi realizada à Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Alego.



