Um possível surto de hantavírus em um cruzeiro internacional mobiliza autoridades de saúde após a identificação da cepa andina do vírus, conhecida por permitir transmissão entre humanos. A confirmação ocorreu após exames realizados em passageiros que deixaram a embarcação para atendimento médico.
A bordo estão viajantes e tripulantes de mais de 20 nacionalidades. Alguns casos foram registrados fora do navio, incluindo um paciente na Suíça, que segue em tratamento hospitalar. Outros passageiros foram encaminhados para unidades de saúde na África, após apresentarem sintomas compatíveis com a infecção.
Especialistas destacam que, apesar da capacidade de transmissão entre pessoas, esse tipo de contágio é incomum e geralmente depende de contato direto e prolongado. Por isso, autoridades reforçam que o risco de propagação em larga escala é limitado, desde que medidas de controle sejam mantidas.
A viagem, que partiu da América do Sul rumo à costa africana, já teve desdobramentos graves, com três mortes confirmadas entre os ocupantes do navio. Diante do cenário, países envolvidos adotam protocolos de segurança, incluindo restrições portuárias e ações para remoção e tratamento dos infectados.



