Uma cirurgia bariátrica realizada como alternativa para tratar obesidade acabou desencadeando uma complicação incomum em uma jovem brasileira, que passou meses entre internações hospitalares e unidades de terapia intensiva. O caso evoluiu rapidamente para desnutrição severa, exigindo intervenção médica de alta complexidade.
Após o procedimento, Uli Suellen apresentou dificuldades para engolir alimentos e líquidos, o que comprometeu sua hidratação e absorção de nutrientes. Em poucos meses, a perda de peso foi intensa, acompanhada por alterações metabólicas graves, incluindo níveis críticos de potássio e risco de arritmias cardíacas.
Ao longo de cerca de dez meses, a paciente foi internada nove vezes em UTI e precisou de suporte nutricional por vias alternativas. Exames e tratamentos não conseguiram reverter o quadro, levando os médicos a concluir que a manutenção da cirurgia representava ameaça à vida.
A reversão do procedimento foi realizada em 2022, após estabilização clínica. Com o trato gastrointestinal restabelecido, a paciente apresentou melhora significativa, retomou a alimentação oral e não voltou a ser hospitalizada. O caso reforça a importância do acompanhamento rigoroso no pós-operatório, mesmo em procedimentos considerados seguros.



