O estado de São Paulo registrou 27 casos de feminicídio em janeiro de 2026, o maior número já contabilizado para o mês desde que a estatística passou a ser acompanhada, em 2018. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e indicam uma média próxima de uma mulher assassinada por dia.
O resultado reforça a tendência de alta observada no ano passado, quando o estado já havia atingido o maior volume anual de feminicídios desde o início da série histórica. A sequência de ocorrências recentes tem causado forte repercussão e ampliado o debate sobre a eficácia das medidas de proteção às vítimas.
Entre os casos mais recentes está o de Cibelle Monteiro Alves, morta a facadas pelo ex-companheiro enquanto trabalhava em uma joalheria em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Em outro episódio, um homem foi detido sob suspeita de matar a ex-esposa por asfixia após uma discussão envolvendo divisão de bens, em um motel na Zona Leste da capital.
Além dos homicídios, outros indicadores de violência contra a mulher também apresentaram crescimento. Os registros de ameaça passaram de 8.705 para 9.646 na comparação entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano. Já os casos de lesão corporal subiram de 6.014 para 6.527, segundo a SSP.



