Um policial militar condenado pela morte de uma jovem no interior do Rio Grande do Norte continuou recebendo salários e chegou a ser promovido durante o período em que esteve preso sob custódia da corporação. Ao longo de cerca de sete anos, os valores recebidos somaram aproximadamente R$ 600 mil em remuneração bruta.
Quando foi detido, em 2019, o militar ocupava a patente de cabo. Durante o período em que aguardava julgamento, ele foi promovido duas vezes, alcançando a graduação de segundo-sargento. Os registros oficiais apontam que a remuneração mensal mais que dobrou nesse intervalo.
A Polícia Militar informou que as promoções ocorreram porque, naquele momento, ainda não havia condenação definitiva, o que permite a progressão na carreira conforme a legislação vigente. Durante todo o período, o policial permaneceu vinculado à instituição, o que garantiu o pagamento regular dos vencimentos.
Após a condenação a 20 anos de prisão, a Justiça autorizou a progressão para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. A corporação informou que abrirá um processo administrativo para avaliar a permanência do militar nos quadros da instituição.



