A Polícia Civil investiga um grupo suspeito de aplicar um golpe milionário por meio da organização de um evento de luxo inexistente em Aparecida de Goiânia. De acordo com as investigações, a estrutura da festa foi usada como fachada para enganar fornecedores e convidados, causando prejuízo estimado em pelo menos R$ 4 milhões.
Segundo a apuração, a principal suspeita teria criado uma personagem fictícia para dar credibilidade ao esquema. A falsa identidade seria de uma empresária portuguesa que atuaria para uma grife europeia, supostamente responsável pela organização do evento. A estratégia incluía troca de e-mails em diferentes idiomas para simular negociações internacionais.
O grupo também lucrava com a venda de supostos convites, vinculados à compra de bolsas atribuídas à marca de luxo. Enquanto fornecedores investiam na preparação da estrutura do evento, convidados eram levados a acreditar que participariam de uma festa exclusiva, que nunca existiu.
Três pessoas foram detidas, mas acabaram liberadas após decisão judicial que considerou irregular o procedimento de prisão. Apesar disso, os investigados seguem sob medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A polícia continua apurando o caso e não descarta a existência de outras vítimas em diferentes estados.



