A escolha do vice na chapa do pré-candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), segue em aberto e mantém os bastidores políticos em intensa movimentação. Enquanto isso, as três principais chapas de oposição ainda não definiram suas composições, o que indica que o cenário eleitoral pode sofrer mudanças significativas até o prazo final das filiações partidárias.
Entre os nomes mais comentados, o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, aparece como uma das figuras mais influentes do estado, com forte presença tanto no interior quanto na capital. Apesar de reafirmar publicamente sua pré-candidatura a deputado federal, interlocutores apontam que Bruno mantém trânsito sólido entre o MDB, herdeiro político de Iris Rezende, e a base caiadista, sendo visto como um dos principais articuladores políticos em Goiás e peça estratégica para a construção da chapa de Daniel.
Outros nomes também entram na disputa pelo posto de vice. Adriano Rocha Lima, considerado um dos mentores da gestão de Ronaldo Caiado, tem força dentro do governo; o deputado Wilde Cambão é visto como um nome de consenso na Assembleia e representante do Entorno do Distrito Federal; e o ex-senador Luiz do Carmo conta com forte base no segmento evangélico, ampliando seu alcance político. Já Zé Mário, da Faeg, tem presença consolidada no setor rural, enquanto Gustavo Mendanha busca espaço na chapa majoritária, apesar da concorrência acirrada também para o Senado.
Com a sinalização de liberdade dada pelo governador Ronaldo Caiado para que Daniel Vilela conduza as articulações, a definição do vice deve passar por critérios políticos e estratégicos. Além disso, a possível candidatura de Caiado à Presidência da República pode influenciar diretamente o cenário, redesenhando alianças e alterando o equilíbrio de forças na disputa estadual.



